Dominar a pigmentação de resina é a chave para transformar um projeto comum em uma obra-prima vibrante. Seja você um artesão de joias, um criador de móveis ou um artista de river tables, a escolha do agente colorante impacta diretamente a estética, a opacidade e a durabilidade do seu trabalho.
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Se você já se perguntou qual pigmento oferece o melhor resultado – o pó seco, a pasta densa, ou o corante líquido translúcido – você veio ao lugar certo. Nossa missão como especialistas é simplificar essa decisão. Vamos mergulhar nas três principais categorias de pigmentos disponíveis e descobrir qual delas você deve utilizar em seu próximo projeto.
1. Pigmentos em Pó: Potência, Opacidade e Efeitos Especiais
Os pigmentos em pó são, talvez, a forma mais antiga e versátil de colorir resinas. Eles são essencialmente minerais ou compostos sintéticos finamente moídos que não se dissolvem, mas sim se dispersam na resina (suspensão).
Por que usar Pigmentos em Pó?
Esta categoria é ampla e inclui os pós sólidos que fornecem opacidade total, e os pós especiais, como os pigmentos perolados (Mica) ou que brilham no escuro (Glow-in-the-Dark).
- Opacidade e Cobertura: Para projetos que exigem cores sólidas e que bloqueiam totalmente a luz – como coasters, peças de joalheria espessas ou preenchimentos de madeira – o pó de pigmento oferece a maior concentração de cor.
- Efeitos Perolados e Metálicos: Os pigmentos Mica criam um brilho cintilante inigualável, essencial para efeitos de mármore e swirls (redemoinhos).
Atenção com a Dosagem
Aqui está o maior desafio: o pó pode ser difícil de misturar se não for adicionado corretamente. Recomendamos misturar o pó em uma pequena quantidade de resina primeiro para criar uma pasta espessa, e só então adicionar o restante do componente A ou B.
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A regra de ouro: Use apenas o suficiente para atingir a cor desejada. Exagerar na quantidade de pigmento em pó pode interferir na cura da resina, tornando a peça quebradiça ou pegajosa.
Dica Prática: Encontre uma vasta gama de cores e tipos de pigmentos em pó (Mica, metálicos e sólidos) para iniciar sua coleção. Pigmentos e Corantes para Resinas e Borrachas
2. Corantes Líquidos (Dyes): A Escolha para o Efeito Translúcido
Se o seu objetivo é manter a transparência da resina, permitindo que a luz passe através dela, você deve optar pelos corantes líquidos translúcidos.
O Segredo da Transparência
Diferentemente dos pigmentos em pó (que são partículas sólidas suspensas), os corantes líquidos, também chamados de dyes, são solúveis. Eles se dissolvem molecularmente na resina, colorindo o meio sem criar turbidez. Isso permite que você crie peças com profundidade e cores vibrantes, mas que mantêm a clareza do material original.
- Vantagem na Mistura: O corante líquido é extremamente fácil de misturar, pois se incorpora rapidamente. Você precisa de apenas algumas gotas para colorir grandes volumes.
- Cores Profundas: Ideal para a criação de cores “candy” ou o popular efeito ocean (oceano) onde a clareza é fundamental.
Cuidado com a Estabilidade UV
Um ponto de atenção é que alguns corantes, especialmente os mais antigos ou de baixa qualidade, podem ser menos estáveis sob luz ultravioleta (sol). Com o tempo, eles podem desbotar. Por isso, ao escolher um corante para resinas expostas ao sol, procure por formulações especificamente rotuladas como “resistentes a UV” ou “grau epóxi”.
Para entender a dosagem exata e a técnica de mistura, confira o guia: Aprenda como fazer a pigmentação da sua resina com os corantes…
3. Pastas e Tintas Pigmentadas: Concentração e Facilidade de Uso
As pastas pigmentadas (ou tints) são pigmentos em pó de altíssima concentração que já foram pré-dispersos em um veículo líquido (geralmente uma resina inerte ou um plastificante).
Por que escolher pastas?
Elas são o meio-termo perfeito entre o pó e o corante líquido.
- Homogeneidade: Como o pigmento já está disperso, a chance de você encontrar grumos ou falhas de cor na sua peça é mínima. A mistura é suave e rápida.
- Opacidade Garantida: Pastas são feitas para fornecer opacidade e cores sólidas sem o risco de acumulação de partículas (que pode ocorrer com o uso excessivo de pó).
- Dosagem Precisa: Devido à sua alta viscosidade, a dosagem é mais controlada do que com pós soltos ou corantes líquidos.
Se você está começando e quer a forma mais simples de obter cores sólidas e homogêneas em sua resina epóxi, as pastas são uma excelente opção.
Tabela Comparativa: Pigmentação de Resina (Pós vs. Líquidos vs. Pastas)
Para ajudá-lo a tomar uma decisão rápida, compilamos as características essenciais de cada tipo de pigmento:
| Tipo de Pigmento | Melhor Uso | Resultado Visual | Desafio Principal |
|---|---|---|---|
| Pós Pigmentados (Sólidos) | Opacidade total, Efeitos especiais (Mica, metálico) | Sólido, Opaco, Profundo | Risco de grumos e excesso (interfere na cura) |
| Corantes Líquidos (Dyes) | Peças transparentes ou translúcidas, Efeitos de vidro | Translúcido, Vibrante, Claro | Potencial desbotamento se não for resistente a UV |
| Pastas Pigmentadas (Tints) | Peças opacas de alto volume, Cores uniformes | Sólido, Homogêneo, Fácil de misturar | Geralmente são mais viscosas (podem ser mais caras) |
Conclusão: A Regra de Ouro da Pigmentação
Não existe um “melhor” pigmento, existe o pigmento ideal para o seu objetivo.
Se você busca cores que deixem a luz passar, escolha um corante líquido translúcido. Se você precisa de um preenchimento sólido e vibrante, opte pelo pigmento em pó ou pela pasta.
Lembre-se sempre: a chave para o sucesso na pigmentação de resinas é a moderação. Seja qual for o produto que você escolha, comece com uma dose mínima e adicione gradualmente. Use apenas 1% a 5% de pigmento em relação ao peso total da resina (dependendo da concentração) para garantir que as propriedades de cura da resina sejam mantidas.
Com estas diretrizes, você está pronto para transformar sua resina transparente em uma explosão de cores e efeitos incríveis!
